Cuidados, conexões e rotinas que fazem a diferença – na ILPI e dentro de casa
Envelhecer com saúde vai muito além do que é físico. O bem-estar emocional da pessoa idosa tem papel fundamental na qualidade de vida, na prevenção de doenças e na manutenção da autonomia.
Com o aumento da longevidade, se constata que o envelhecimento é uma fase da vida ainda com potencial.
Neste artigo, você vai entender:
- Por que o cuidado emocional é tão importante nessa fase da vida;
- Como isso acontece na prática no Lar União;
- O que pode (e deve) ser levado também para a rotina de casa.
Por que a saúde emocional importa tanto na terceira idade?
O envelhecimento traz, naturalmente, uma série de mudanças: perdas de pessoas próximas, alterações na rotina, aposentadoria, diagnósticos de doenças crônicas ou diminuição da autonomia. Tudo isso pode impactar o humor, a autoestima e a forma como a pessoa se sente.
É por isso que a saúde emocional da pessoa idosa precisa ser acompanhada com o mesmo cuidado dedicado à saúde física.
Estudos mostram que o bem-estar emocional está diretamente relacionado à redução de quadros depressivos, à melhora da imunidade, à adesão a tratamentos e até retardar a progressão de declínio cognitivo.
O que o Lar União faz para promover o bem-estar emocional de seus residentes?
No Lar União, entendemos que cuidar vai além de oferecer estrutura e medicação. O vínculo, o respeito à individualidade e os estímulos sociais fazem parte da rotina.
Confira abaixo algumas das principais ações que promovem o bem-estar emocional dos nossos residentes:
- Acolhimento desde o primeiro dia
A assistente social, Cristina Carneiro de Faria, realiza pessoalmente o acolhimento inicial de cada novo residente, explicando a rotina, conhecendo a história de vida, ouvindo expectativas e angústias, e atuando como ponte entre família, equipe e o residente.
A gerente de hotelaria, Edna Constantino, prepara o apartamento para que o idoso se sinta o mais próximo da realidade de vida de sua residência anterior.
Esse cuidado logo na chegada reduz o medo da mudança e ajuda a fortalecer um senso de pertencimento nesta fase de transição.
- Atividades com propósito e acolhimento
Temos uma agenda regular de atividades que vão além do entretenimento:
- Oficinas de arte e memória;
- Fisioterapia com estímulo social;
- Gincanas como as comandadas pela psicóloga Jô (Dra. Jorgete de Almeida Botelho), que misturam música, movimento e acolhimento;
- Eventos comemorativos de diversas naturezas: Dia das Mães, aniversários, celebrações religiosas etc.
- Espaços que convidam à convivência
A “Praça das Mulheres”, por exemplo, é um local querido pelos residentes para conversas no fim de tarde. Também temos espaços de leitura e mesa de jogos espalhados pela instituição.
Esses espaços físicos favorecem a sociabilização.
- Escuta ativa e acompanhamento psicológico
A psicóloga do Lar atua tanto com atendimentos individuais quanto com atividades em grupo. A escuta contínua de quem vive ali permite identificar rapidamente alterações emocionais, sinais de tristeza profunda ou mudanças de comportamento.
Muitas vezes, um simples gesto, uma conversa ou uma mudança de rotina pode evitar o agravamento de quadros depressivos.
- Participação ativa da família
As visitas são liberadas (sem restrições) e familiares são incentivados a manter a presença constante, inclusive em eventos e celebrações. Recebemos para almoços em família, aniversários, visitas com netos e bisnetos.
Essa integração ajuda a manter os laços e evita que a mudança de endereço se transforme em isolamento emocional.
Mas e quem cuida da saúde emocional em casa?
Independentemente se a pessoa idosa ainda mora com a família ou sozinha, veja algumas atitudes simples que fazem diferença:
- Escute com atenção, sem pressa;
- Valorize histórias, opiniões e memórias;
- Ofereça oportunidades de convivência (mesmo que breves);
- Estimule pequenas tarefas dentro da capacidade de cada um;
- Mantenha consultas médicas e psicoterapia, quando indicado;
- Evite infantilizar.
Sinais de alerta a alterações de comportamento:
- Recolhimento exagerado;
- Falta de apetite sem causa aparente;
- Choro frequente ou apatia;
- Irritabilidade aumentada;
- Esquecimentos fora do padrão.
Ao perceber essas mudanças, notifique a equipe de saúde. Muitas vezes, o acompanhamento multiprofissional, como o que ocorre em uma ILPI estruturada, pode ser essencial no diagnóstico e tratamento precoce.
Se você quer conhecer mais sobre a rotina de cuidados no Lar União, agende uma visita e venha sentir de perto o que torna nossa ILPI um espaço verdadeiramente acolhedor.